A Moda Pós Pandemia

A Moda Pós Pandemia

Recentemente tenho buscado muitas informações na tentativa de investigar as tendências da moda pós pandemia. Revistas, youtube, formadores de opinião, etc.

Constanza Pascolato em entrevista dada a Lilian Pacce diz acreditar na continuidade do processo de casualização da moda, que já ocorre há mais de vinte anos. Muito embora tenhamos visto opiniões em contrário em nossas buscas, concordamos em gênero, número e grau com ela, pois esse processo, com a globalização e tantas demandas do mundo atual, em nossa opinião, é irreversível.

Além dessa casualização, dentre tudo que li e ouvi, o que me pareceu mais verdadeiro é que a moda segue tendências e não muda da noite para o dia. A pandemia, logicamente, acelerou diversos processos – o da moda também. Nesse sentido, é provável que a tendência do consumidor à preocupação com a origem do que está vestindo, a sustentabilidade da cadeia de produção e circulação da moda, após a “volta ao normal”, venham mais acelerados. Haverá uma preocupação maior com o consumo desnecessário.

Acho importante dizer que o consumo desnecessário não é aquele que permite que as mulheres acompanhem a moda, que está ligado à arte, à auto estima, à arte de presentear e de ser gentil, e tantas outras coisas boas.

O consumo desnecessário, é aquele do fast fashion, em que se fabrica uma quantidade muito maior que a demanda e depois acaba-se incinerando ou dando fins não adequados ao estoque obsoleto. Consumo desnecessário está naquela cadeia de produção que não se preocupa com os recursos naturais envolvidos, que não se preocupa em utilizar técnicas mais sustentáveis (hoje, na produção de calças jeans, utiliza-se vapor, e com isso, quantidade incomparável de água da utilizada antigamente).

Consumo consciente é, pois, não olhar somente o preço da mercadoria, mas os recursos naturais utilizados no processo de produção e a durabilidade da mesma. Há ainda quem se preocupe com a utilização de recursos e mão de obra nacionais, visando a proteção de nossa indústria.

Quando se fala em durabilidade é porque, ainda que você não vá utilizar as roupas por tantos anos, a mesma servirá a outras pessoas (doação, brechós, etc). Esse processo de circularização da mercadoria permite a maximização da utilidade daquela peça e a consequente redução do lixo.

Que me perdoem os alarmistas, ninguém vai deixar de consumir roupas/moda, ninguém vai andar despido nem de trapos velhos (salvo distorções sistêmicas), mas acredito que estamos a caminho de uma maior conscientização sobre o DESPERDÍCIO, e sobre o impacto da ação de cada um na coletividade e a qualidade de vida humana!

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